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Hospital Veterinário Touton

Saúde do pet

Como se preparar para a cirurgia do seu pet

Por Mayron · 19/09/2026 · 3 min de leitura

Receber a indicação de uma cirurgia para o pet assusta qualquer tutor. Mas a cirurgia veterinária moderna, quando bem planejada, é um procedimento de rotina com riscos controlados. E boa parte dessa segurança depende de algo simples: um bom preparo antes e um pós-operatório bem conduzido em casa.

Tudo começa na avaliação individual. Cada paciente passa por consulta em que se definem indicação, riscos e o plano completo: exames pré-operatórios, protocolo anestésico, controle da dor e recuperação. Os exames mais pedidos são hemograma e perfil bioquímico, que mostram se fígado, rins e sangue estão aptos para anestesia e cirurgia. Em pacientes idosos ou cardiopatas, somam-se eletrocardiograma, ecocardiograma e raio-X de tórax. Nenhum exame é burocracia: cada um responde uma pergunta que a anestesia vai fazer.

O jejum é a orientação que mais gera dúvida. A regra geral é jejum alimentar de 8 a 12 horas antes do procedimento, com água liberada até poucas horas antes, conforme orientação da equipe. O motivo é técnico: anestesia com estômago cheio aumenta o risco de vômito e aspiração. Filhotes e pacientes diabéticos podem ter protocolos diferentes, por isso confirme sempre os horários exatos na véspera. Medicamentos de uso contínuo devem ser informados: alguns se mantêm, outros se suspendem no dia.

No dia, traga o pet em jejum, com guia e, no caso dos gatos, em caixa de transporte. Leve também a carteirinha de vacinação e a lista de remédios que ele usa. Na recepção, a equipe confirma o procedimento, o jejum e os contatos para avisar sobre cada etapa. Durante a cirurgia, o paciente recebe anestesia planejada para o caso dele, com monitoramento de frequência cardíaca, oximetria, pressão e temperatura do início ao fim, além de analgesia para acordar sem dor.

A recuperação continua em casa, e aqui o tutor é protagonista. Prepare um cantinho limpo, quente e sem escadas antes de buscar o paciente. Siga à risca os horários de antibiótico e analgésico: dor mal controlada atrasa a cicatrização. Mantenha a roupa cirúrgica ou o colar elizabetano o tempo todo, porque lamber a ferida é a causa mais comum de infecção pós-operatória. Passeios ficam suspensos ou restritos à guia curta até a liberação, e o curativo deve ser trocado conforme orientado, com as mãos sempre limpas.

Fique atento aos sinais de alerta e volte ao hospital se notar apatia intensa após as primeiras 24 horas, recusa total de água por mais de um dia, vômito persistente, inchaço com calor ou secreção na ferida, sangramento ativo, dificuldade para respirar ou febre. Febre baixa nas primeiras horas pode ser normal, mas qualquer dúvida merece uma ligação: nenhuma pergunta sobre pós-operatório é boba.

Cirurgia não é apenas o procedimento, é todo o cuidado ao redor dele. Com preparo certo e acompanhamento próximo, a maioria dos pacientes volta à rotina em poucos dias, e o tutor ganha tranquilidade em cada etapa.

Moradores de Uruguaiana e região contam com o centro cirúrgico do Hospital Veterinário Touton, com anestesia monitorada e internação 24 horas para o pós-operatório.

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